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domingo, 7 de maio de 2017

Le Passage du Gois, Ligação a Noirmoutier-en-l’Île

Por Luís de Matos

“Se passarem agora, vai ser uma aventura memorável! Lá à frente tem quatro metros de água... Mas isso tem ‘snorkel’, não é?” – Assim gozavam connosco dois franceses muito bem dispostos quando, já próximo da praia-mar, parámos o “Pantera Negra” junto à água, apenas para umas fotografias. 

Estávamos junto ao início, do lado do continente, da passagem do Gois, que faz a ligação à ilha de Noirmoutier. Nos dois dedos de conversa que se seguiram, entre o “de onde veem e para onde vão”, etc., também não se cansaram de nos alertar para aquela estrada, que só pode ser atravessada na baixa-mar (entre uma hora e meia antes e depois da maré-baixa) e que, todos os anos, reclama vítimas e vários carros que se deixam enganar pela rapidez e amplitude da subida das marés, especialmente na altura das “marés-vivas”! Existem inclusive várias torres de socorro, para as pessoas subirem em caso de serem apanhadas pela rápida subida da maré.

A estrada em si, à parte ser bastante escorregadia, não oferece qualquer dificuldade. Está bem sinalizada e razoavelmente bem pavimentada (tanto quanto pode!). Tinha lido há uns anos, penso que numa edição antiga da National Geographic, um artigo interessante sobre esta passagem histórica que, face outras do género que existem por esse mundo fora, parece que é a mais comprida, com cerca de quatro quilómetros e meio. Passou a figurar na nossa “lista” de trajectos a realizar quando os bons ventos nos trouxessem para estas paragens! Trazíamos, claro, as tabelas de marés e as duas baixas-mar seguintes eram antes das dez da noite e por volta das nove e um quarto da manhã. Assim, percorremos o trajecto três vezes... De noite, após o jantar... e de dia, quando deixámos a ilha e rumámos mais a Norte.

Desde 1971 que a ponte de Noirmoutier, que também utilizámos, é uma mais-valia para a zona. A utilização da passagem do Gois, essa, remonta ao ano 600 da nossa Era, mas sendo apenas referenciada em mapas pela primeira vez em 1701. A ilha, de per se, é interessante e vale a visita. Com bastante história marítima, vive hoje essencialmente do turismo e das culturas de ostras (magníficas!) e da apanha de outros bivalves. 

... Ficam algumas fotografias e um vídeo integral, “à la ‘GoPro’”, da travessia da manhã...

Mais fotos disponíveis na página do Luís de Matos: https://goo.gl/tGJnX7



























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